Viabilizar a produção industrial de etanol de segunda geração é a meta dos profissionais do Programa Industrial do CTBE. Para isso, eles contarão com uma Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) que testará diferentes rotas de produção de etanol celulósico em um ambiente de P&D que bem represente à realidade industrial.
Para quem não conhece, o etanol de segunda geração é aquele produzido a partir dos açúcares que foram cuidadosamente liberados da parede celular do bagaço e palha da cana-de-açúcar. Cálculos feitos pelos pesquisadores do CTBE mostram que uma tecnologia comercialmente viável de transformação da biomassa de cana em etanol significaria um aumento inicial de 50% na produção atual deste biocombustível, em relação aos padrões atuais de fermentação do caldo da planta.
Entretanto, elevar a produtividade sem aumentar a área plantada de cana possui inúmeros desafios. Boa parte deles se tornam ainda maiores quando o processo é realizado em volume industrial. Nem sempre o que funciona bem na bancada do cientista obtém sucesso semelhante dentro dos equipamentos da destilaria de álcool.
A PPDP do CTBE atuará na solução deste tipo de gargalo. Por meio dela, pesquisadores do Brasil e do exterior conseguirão ampliar a escala dos estudos de laboratório referentes a processos de conversão de biomassa em combustíveis. Ao mesmo tempo, o setor produtivo (direto e indireto) terá a oportunidade de reduzir a escala de processos, visando identificar possíveis gargalos e otimizar tecnologias de primeira e segunda geração.
A Planta Piloto está sendo construída no campus que abriga o CTBE, em Campinas-SP. Até o final do primeiro semestre de 2010 as obras de engenharia civil da PPDP estarão finalizadas. A partir daí se inicia a instalação dos equipamentos, processo que deve durar até o final do ano.
