Diversos países voltaram suas atenções para a produção e consumo de biocombustíveis nos últimos anos. Tal interesse se deve a fatores como a necessidade de mitigação das emissões dos gases de efeito estufa (GEE), as oscilações no preço do petróleo, a busca por uma matriz energética mais diversificada e o desenvolvimento do setor agrícola.
Entretanto, há quem questione o real benefício dos combustíveis “verdes”. Uns atacam a eficiência deles na mitigação de emissões dos GEE. Outros suscitam dúvidas à pressão dos mesmos sobre a oferta de alimentos, à perda de biodiversidade, aos riscos de redução da qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos ou à diminuição da qualidade de vida da população diretamente afetada pela produção dos biocombustíveis.
Questionamentos como esses levaram algumas nações, principalmente da União Européia, a estabelecerem critérios de sustentabilidade aos combustíveis oriundos de biomassa por eles consumidos. A partir desses critérios, é provável que seja criada uma certificação para a produção desses bens.
Isso nos indica que a efetiva sustentabilidade da cadeia produtiva do etanol de cana-de-açúcar é um aspecto essencial para a consolidação deste produto no mercado internacional e doméstico. De fato, a produção do bioetanol justifica somente se impactos econômicos e ambientais forem favoráveis, comparados a outras fontes energéticas com fins similares, e se existirem benfeitorias reais para todos os segmentos sociais diretamente envolvidos.
Diante do cenário acima delineado, o programa de pesquisa de Sustentabilidade do CTBE busca inicialmente identificar: