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23|09|2009 - 09h51CTC e Dow firmam parceria no combate à broca da cana

Broca-do-colmo de cana (Diatraea saccharalis)
Broca-do-colmo de cana (Diatraea saccharalis).

O projeto prevê o desenvolvimento de variedades resistentes a esta praga que causa R$ 1 bilhão de prejuízo anual ao setor.

Fonte: Valor Econômico

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de Piracicaba (SP), firmou parceria com a Dow AgroSciences, braço de agronegócios da Dow Chemical, para o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes à broca-do-colmo (Diatraea saccharalis). Esta praga causa prejuízos aos canaviais de cerca de R$ 1 bilhão ao ano, afirmou William Burnquist, gerente de desenvolvimento estratégico e coordenador de biotecnologia do CTC.

Nessa parceria, a Dow vai fornecer de seu banco de germoplasma genes resistentes à praga. "A empresa tem um banco de genes amplo, com material testado em outras culturas, como milho, soja e algodão", afirmou Burnquist.

expectativa é de que estas variedades transgênicas sejam colocadas à disposição do mercado a partir de 2015. Até lá, Burnquist acredita que o governo aprove o plantio de cana geneticamente modificada.

A broca-do-colmo é uma praga que é disseminada por mariposas, que pousam na cana e depositam as larvas. Essas larvas se infiltram na cana e reduzem o teor de sacarose da matéria-prima. "É uma praga de difícil controle.

As novas variedades de cana resistentes à praga devem reduzir o prejuízo, mas não vão eliminá-las 100% nos canaviais", afirmou o pesquisador.

O controle dessas pragas nos canaviais é feito por meio de aplicação de defensivos agrícolas, mas não tem sido muito eficiente nos últimos meses.

A broca-do-colmo é mais tradicional nos canaviais do Centro-Sul do que a praga broca gigante (Telchin licus), mais incidente no Nordeste, mas que desde o ano passado começou a ameaçar os canaviais do Sudeste do país. "A broca gigante se infiltra na base cana", afirmou.

No mês passado, a CTC fechou parceria com a Basf para desenvolver variedades de cana resistentes à seca. Trata-se também de matéria-prima geneticamente modificada. A parceria também vai ser para colocar cana mais produtiva no mercado.

"A associação com estas empresas permite uma maior ganho nas pesquisas, uma vez que um material genético amplo. Nós, da CTC, temos expertise em cana", afirmou Burnquist.

Mantido por 182 usinas de açúcar e álcool do país, o CTC atende cerca de 12 mil fornecedores de cana. Detentor do maior banco de germoplasma de cana do mundo, o CTC tem desenvolvido pesquisas nas áreas agrícolas e industriais nas últimas décadas. Boa parte dos canaviais do Centro-Sul do país plantam variedades desenvolvidas pelo CTC.


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