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06|10|2009 - 19h10Projeto usará plasma para extrair lignina

Fapesp aprova projeto temático do CTBE

Um dos primeiros desafios de quem almeja converter o bagaço da cana-de-açúcar em etanol é lidar com a lignina. É que esta macromolécula presente na parede celular da planta é responsável por conferir rigidez, impermeabilidade e resistência às condições climáticas adversas e aos ataques de microorganismos. Tais características dificultam o acesso do quer que seja aos açúcares fermentáveis contidos no bagaço da cana, impedindo um aumento de pelo menos 40% na produtividade anual de bioetanol.

Esta situação poderá ser modificada depois que a Fapesp aprovou, no último mês de agosto, um projeto temático do CTBE utiliza canhões de microplasmas atmosféricos para degradar a lignina do bagaço de cana. O estudo, liderado pelo diretor do CTBE, Marco Aurélio Pinheiro Lima, e pelo físico Jayr de Amorim Filho, receberá aproximadamente R$ 750 mil em recursos durante seus quatro anos de duração.

O plasma é vulgarmente conhecido como o quarto estado físico da matéria. A chama do fogo é um exemplo clássico deste estado. No trabalho a ser desenvolvido pela equipe de Amorym Filho, um plasma rico em ozônio será usado para atacar a superfície do material lignocelulósico
da cana e extrair a lignina. A missão dos cientistas envolvidos neste projeto é encontrar as condições experimentais que propiciem uma extração máxima de lignina, além de compreender o fenômeno físico por trás deste processo (por meio de cálculos de espalhamento de elétrons).

Estudos recentes confirmam a eficiência desta nova técnica no pre-tratamento da biomassa. Na Dinamarca, experiências com plasmas atmosféricos extraíram 95% da lignina presente na casca de trigo utilizada para produzir etanol celulósico. "Esperamos obter resultados semelhantes aqui”, afirma Amorim Filho.
 


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