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Origem: Camponews
Visando dar sustentabilidade ao setor canavieiro do Brasil, o CTBE (Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol), laboratório nacional pertencente ao Ministério da Ciência e Tecnologia, desenvolve, desde o ano passado, o projeto MBI (Mecanização de Baixo Impacto para o Plantio Direto em Cana-de-açúcar).
A medida tem como objetivo principal revolucionar o modelo de plantio e colheita de cana reduzindo os custos de produção, dando sustentabilidade ao setor. Os mecanismos pretendem conservar o solo e a água, aproveitar melhor os restos vegetais das colheitas mantidas sobre o terreno e evitar a aragem.
“Nossa intenção é implantar na cana o que já foi feito com sucesso em outras culturas, como a de cereais. O primeiro passo é desenvolver uma ETC (Estrutura de Tráfego Controlado) para melhor compactação do solo. Hoje, com o trânsito de maquinários, a compactação do solo chega ao nível de 60% da área plantada”, explica o professor da Unicamp (Universidade de Campinas) e coordenador do projeto, Oscar Antônio Braunbeck. [Ouça no podcast]
Braunbeck afirma que a ETC (máquina agrícola) possuirá uma bitola de 12 metros e suas rodas percorrerão trilhas previamente definidas e, segundo ele, georreferenciadas, isto é, guiadas por GPS. Isso diminuirá para menos de 10% o nível de compactação do solo.
“Esse equipamento fará sozinho todos os processos envolvidos na produção da cultura, desde o plantio até a colheita da cana. Além da diminuição do pisoteio do solo, a água será mais bem aproveitada, os riscos de erosão nos mananciais próximos às plantações serão reduzidos e o canavial ganhará mais vida”.
Segundo o CTBE o projeto ainda se encontra em processo de análise devido aos entraves tecnológicos. A máquina ainda não existe e a construção esbarra em quebra de paradigmas. “Essa máquina substituiria tratores e colheitadeiras. Isso significaria grande impacto no setor agrícola”.
Na última quinta-feira (5), o CTBE promoveu um workshop visando debater formas de implantação do sistema com a comunidade científico-acadêmica e buscar parcerias. “Nós discutimos e avaliamos o projeto básico e esperamos que até o próximo ano, conseguindo as parcerias necessárias