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22|06|2010 - 11h05Petrobrás se une à São Martinho para produzir etanol

Empresa vai desembolsar R$ 420 milhões e anuncia mudança de estratégia para o setor. Fonte: Estado de São Paulo.

Ontem, enquanto a equipe de José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobrás, comunicava ao mercado seu plano de investimentos, Miguel Rossetto, presidente da Petrobrás Biocombustível, anunciava em São Paulo mais um negócio na área de etanol. A companhia passa a ser sócia do Grupo São Martinho, com 49% das ações da recém-criada Nova Fronteira Bioenergia.

O desembolso será de R$ 420,8 milhões. Apenas os ativos da São Martinho no Centro-Oeste farão parte do capital da Nova Fronteira - a Usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), e a SMBJ Agroindustrial, em fase de projeto. Com os investimentos, a produção de Quirinópolis passará das atuais 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para 7 milhões na safra 2014/2015. As três usinas da São Martinho em São Paulo ficaram de fora do acordo.

Na divulgação do plano de investimentos 2010-2014, Gabrielli disse que a companhia está alterando a estratégia para o etanol. A empresa previa um crescimento em novos projetos, sem grandes aquisições, mas agora a ideia é expandir com a compra de participações em usinas estabelecidas: "O aumento da produção (de etanol da Petrobrás) se dará por meio de aquisição de grandes participações."

A partir das sociedades com a Guarani, anunciada em abril, e com a São Martinho, a companhia tocará novos projetos de crescimento, disse Rossetto. Segundo ele, o portfólio da Petrobrás já garante o cumprimento da meta de produção de etanol para 2014, de 2,6 milhões de metros cúbicos, entre 4% e 5% da produção nacional. "Seremos o segundo maior produtor de etanol do País", comentou. O plano da Petrobrás tem orçamento de US$ 2,45 bilhões para os biocombustíveis, dos quais US$ 1,94 bilhões serão destinados ao etanol.

Segundo Fábio Venturelli, presidente da São Martinho, foram quatro meses de negociação e o foco não será apenas no mercado nacional ou internacional. "O compromisso é com o crescimento", afirma. Antes da Petrobrás, a empresa já havia sido assediada por petroleiras e comercializadoras do setor agrícola.

Ganha-ganha. A união entre Petrobrás e São Martinho foi avaliada pelos analistas de mercado como um negócio bom para as duas partes. Para a São Martinho, auxiliada na parceria pelo BTG Pactual (que participou da operação entre Cosan e Shell), é uma forma de se capitalizar para expandir mais rapidamente, diz Erick Scotti, da SLW Corretora.

Depois de tantos anúncios de parcerias no setor, a São Martinho era a mais cobiçada, disse um analista. Além dos recursos, a empresa, cujo o controle está nas mãos de um dos ramos da família Ometto, contará com um canal de distribuição do etanol no varejo, a exemplo da Cosan, com a Esso e a Shell.

Para a Petrobrás, apoiada pelo Bradesco na operação, o principal ganho está na parceria com uma empresa com participação relevante na produção de etanol, comenta Victor Figueiredo, da Planner Corretora. No caso da Nova Fronteira, as diretorias e os assentos no conselho serão compartilhados igualmente.


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