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30|03|2009 - 13h07Polo Tecnológico deve gerar 20 mil empregos

Crédito: Gustavo Tilio.

Investimento deve ser de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos. R$ 79 milhões na construção do CTBE. Fonte: Jornal Tododia

Cerca de R$ 100 milhões em investimentos e 20 mil empregos devem ser movimentados e gerados no Polo Tecnológico II de Campinas. Os números são dos empreendimentos previstos a partir desse ano e nos próximos cinco. A geração de postos de trabalho é estimada pela Ciatec (Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas), gestora de projetos e iniciativas que venham a promover o local. Se depender do seu diretor presidente, Luiz Carlos Rocha Gaspar, os números serão ainda mais promissores. Ele inicia em maio “road show” por todo o país e exterior para apresentar o polo a investidores da iniciativa privada, órgãos, instituições, e outros interessados na instalação de centros de pesquisas, laboratórios e empresas industriais de alta tecnologia.

 “A nossa política é ir atrás, ser pró-ativo em atrair investimentos para o polo”, afirmou Gaspar. Ele nem pegou a estrada, mas já contabiliza o que conseguiu nos dois mandatos do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Ano passado, foi aprovada uma lei que, segundo Gaspar, atualizou a destinação do polo para novos empreendimentos. A medida está trazendo os primeiros frutos.

O CTBE (Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol) terá um edifício sede no parque, no mesmo campus que abriga o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron). As obras já começaram e devem estar prontas no final desse ano. O investimento é de R$ 69 milhões já programados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Depois de pronto, a estimativa de orçamento é de R$ 43 milhões por ano.

O projeto prevê ainda a construção de uma planta piloto para produzir etanol de segunda geração através da conversão da biomassa (bagaço) da cana-de-açúcar em escala semi-industrial. A licitação está prevista para maio próximo. Gerido pela ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron), o CTBE realizará pesquisas na área de mecanização de baixo impacto, de modo a viabilizar o plantio direto que preserva o solo e reduz os custos de produção na cultura da cana e sobre hidrólise enzimática, tecnologia ainda não comercial que, estudada em vários países, é utilizada para produção de etanol a partir de materiais celulósicos.

A área construída do CTBE é próxima de 8 mil metros quadrados e deve abrigar cerca de 80 pesquisadores permanentes, 80 visitantes (estudantes, pós-doutorandos e pesquisadores associados) e 90 técnicos.

“Depois de pronto, o CTBE vai ser um laboratório nacional que permitirá o acesso da comunidade científica e tecnológica às suas instalações”, afirmou Alexandra Natalense, assistente do diretor do CTBE. Hoje, suas instalações são provisórias e ocupam o segundo andar de um dos edifícios do LNLS. Alexandra explicou que o CTBE não pretende viver apenas de recursos federais, mas de outras agências de fomento.

A OrbiSat é outra empresa que vai para o parque tecnológico, mas ainda estuda duas hipóteses. A empresa desenvolve e produz radares para o Exército Brasileiro, que também projeto de um Centro de Pesquisas no mesmo local. Segundo informações do Ciatec, o projeto do Exército se encontra em estudo, mas com área alocada. A outra hipótese é ter uma sede própria, o que vai depender da evolução financeira da filial Campinas.

A empresa já tem duas unidades no país, em São José dos Campos e Manaus. Ao todo tem 270 colaboradores. A filial em Campinas é responsável pela tecnologia dos radares, pela divisão de sensoriamento remoto e também pelo desenvolvimento de pesquisas. Está na cidade desde 2002 instalada em um prédio executivo.

João Roberto Moreira Neto, sócio diretor da filial de Campinas, disse que os negócios deslancharam no ano passado. Em 2008, a companhia fechou o ano com R$ 47 milhões em seu balanço. A empresa desenvolveu o Radar Saber M-60 em parceria com o Centro Tecnológico do Exército. O radar identifica o alvo desejado e as informações são processadas por um software e transmitidas, em tempo real, a um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea, integrante do Sisdabra (Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro).

O polo tecnológico tem área disponível e apoio institucional da prefeitura é garantido. O polo tem uma área total de 7,9 milhões de metros quadrados, sendo que 3,5 milhões são disponíveis (separando as áreas verdes) e 1,2 milhão já estão ocupadas, segundo a Ciatec. Há hoje 13 empresas lá instaladas, de acordo com a relação da Ciatec. A localização é privilegiada: junto à rodovia que liga a cidade de Mogi Mirim a Campinas, próximo também à Rodovia Dom Pedro I e vizinha às universidades Unicamp e PUC Campinas, com acesso pelas duas rodovias que o margeiam.


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Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)

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