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Até o fim deste ano, os profissionais do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), pertencente ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), contarão com uma Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP). Com a instalação da usina, os profissionais esperam ampliar a escala dos estudos de laboratório referentes a processos de conversão da biomassa em combustível.
“Com a usina piloto, queremos otimizar o uso do bagaço da cana-de-açúcar. Com a inauguração do novo prédio, os técnicos poderão realizar a ampliação da escala dos processos físicos, químicos e biológicos relacionados à produção de bioetanol”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, durante a palestra “PAC da Ciência: Ações em Biocombustíveis”, realizada no Fórum Nordeste 2010. Segundo Mota, a PPDP começou a ser construída em novembro de 2009, em uma área de 2,5 mil m² no campus que abriga o CTBE, em Campinas (SP). No projeto, estão sendo investidos R$ 100 milhões. “O que nós queremos estudar são as formas de aproveitar industrialmente a biomassa integral da cana-de-açúcar e não apenas o caldo”, disse.
Conforme o secretário, cálculos feitos pelos pesquisadores do CTBE mostram que uma tecnologia comercialmente viável de transformação da biomassa de cana em etanol significaria um aumento inicial de 50% na produção atual deste biocombustível, em relação aos padrões atuais de fermentação do caldo da planta. “Por meio desta ferramenta, os especialistas conseguirão ampliar os estudos de laboratório referentes a processos de conversão de biomassa em combustíveis”, previu.
De acordo com Mota, o etanol está sendo uma das prioridades do MCT. “Nós possuímos 13 áreas prioritárias. Dessas, uma é o biocombustível e a outra, a energia renovável. O investimento nesta área se justifica devido ao aumento substantivo da demanda de energia. A produção mundial de etanol em 2000 era de três bilhões de litros. Este ano, o índice já está em 85 bilhões de litros por ano. Este aumento é motivado, principalmente, pela produção nos Estados Unidos e no Brasil”, destacou.