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12|11|2010 - 12h15Etanol versus gasolina, de novo

Artigo de Joelmir Betting sobre o aumento nas vendas de derivados do petróleo e retração no comércio de etanol.

Previsão da Petrobras: este ano, o consumo de gasolina e o de querosene de aviação ensaiam crescer 15%, e o de diesel já supera em 10% o do ano passado. O preço do etanol, em alta, favorece o consumo de gasolina pela grande frota de motores flex. O consumo de querosene de aviação e o de diesel avançam com a recuperação da economia, o fortalecimento do emprego, da renda e do crédito, explicam os técnicos da estatal.

E, segundo a ANP, no primeiro semestre do ano, as distribuidoras de combustíveis venderam 9,1% mais que no do ano anterior, passando ao 56,145 bilhões de litros. A venda de etanol recuou 15%, depois de quatro anos seguidos de alta, favorecendo a de gasolina, que avançou 20%. Mas, foi neste começo de ano que, pela primeira vez em 20 anos, a venda de etanol superou a da gasolina nos postos: em fevereiro, por exemplo, o país consumiu 1,432 bilhão de litros de etanol e 1,411 bilhão de litros de gasolina, diferença de 21 milhões.

Em outubro, informa a Anfavea, os automóveis e veículos comerciais leves com motor flex vendidos no mercado interno foram 247.094, ou 85,9% da categoria. Um ano antes, essa participação era de 87,3% (245.608 unidades).

Até setembro, diz o Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Rio de Janeiro (Sindicom), a venda de etanol teve retração de 13%.

Para a entidade dos usineiros, União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a alta nos preços do etanol é ditada pela demanda e não mais pela entressafra, com boa safra sendo terminada, este ano, sem previsão de falta de etanol nas usinas. Por isso, também é prevista tendência maior de equilíbrio nos preços, este ano, sem as oscilações abruptas de preços ocorridas no passado. Diz a Única que os estoques são suficientes para até a chegada da nova safra, entre março e abril. Com colheita 11% maior, a entidade prevê produção de etanol de 26 bilhões de litros.

Recorde no gás

Informa a ANP: foram produzidos no pré-sal 50,782 milhões de barris/dia de petróleo e 1,891 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural em setembro. No Brasil, a produção de gás no Brasil bateu recorde, com 63,9 milhões m³/dia, aumento de 6,2% em setembro sobre a de um ano antes e de 2,25% sobre a de um mês antes.

A produção de petróleo recuou 4%, para 1,998 milhão de barris por dia, depois do recorde de setembro (2,078 mbd), por conta de paradas técnicas no Campo de Marlim. Sobre setembro 2009, aumento de 0,24%.

A produção de petróleo e gás foi de 2,400 milhões de barris equivalentes de óleo/dia em setembro (2,471 milhões em agosto), sendo 1,856 milhão da Bacia de Campos, seguida pela do Espírito Santo (111.547) e a de Solimões (100.514). Do total da produção de petróleo, 90,8% veio de campos marítimos, de onde se obteve, também, 74,3% do gás natural.

Roncador, Marlim Sul e Marlim, todos na Bacia de Campos, foram os três maiores produtores de petróleo em setembro. O campo de Manati, o maior produtor de gás natural. Os três maiores campos produtores em terra foram Leste do Urucu, Rio do Urucu e Carmópolis.

Dos 30 maiores campos de petróleo, 26 são da Petrobras, e neles se obtém 92,7% da produção de petróleo e gás natural. Dois são da Shell, um da Chevron e um da Devon. Em setembro, 21 empresas operadoras produziram petróleo e/ou gás em 74 concessões marítimas e 218 terrestres.

Outro dado da ANP: em setembro, aumentou 50% a produção de gás não associado, sobre setembro 2009.


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