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03|03|2011 - 10h24CTBE realiza palestra sobre o tráfego controlado no cultivo da cana-de-açúcar

A estrutura de tráfego controlado, que promete aprimorar o cultivo da cana-de-açúcar e melhorar a colheita

Portal MCT, em 03/03/2011

A estrutura de tráfego controlado, que promete aprimorar o cultivo da cana-de-açúcar e melhorar a colheita, foi o tema da palestra sobre novas tecnologias para a colheita da cultura, que ocorreu no Simpósio Paulista de Mecanização da Cana, na cidade de Jaboticabal, em São Paulo, nos dias 22 e 23 de fevereiro.

Com o novo sistema, o agricultor trafega apenas com uma máquina em uma porcentagem da área, mantendo grande parte do espaço destinado somente à cultura, sem tráfego de máquinas. Com isso, um novo plantio é viabilizado sem a necessidade de realizar tratos como subsolagem, aração e gradeação.

De acordo com Paulo Graziano, professor e pesquisador da Unicamp e do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE/MCT), esse sistema está dividido em diversos segmentos. "Um deles é a agricultura de precisão, que hoje é pouco utilizada na cultura de cana-de-açúcar. Com essa agricultura, a expectativa é de redução do consumo de fertilizantes, o que é importante para reduzir a contaminação do meio ambiente e custos. Isso permite obter um produto mais competitivo no mercado internacional de etanol", explica Graziano.

Outro segmento é o plantio direto, muito difundido no Brasil, principalmente na parte de cereais. Segundo Graziano, o estado de São Paulo tem, atualmente, mecanizada 70% da sua colheita . Mas que, com a substituição do trator e da colhedora convencional pelo sistema de estrutura de tráfego controlado, obtém-se uma compactação muito menor do solo ao final do ciclo. "Numa colheita, as principais preocupações são com o manejo da área. Quanto mais conseguirmos controlar o sistema de colheita, evitando a compactação do solo, menos danos teremos na hora da colheita. Isso ajuda a aumentar a longevidade do canavial", pontua.

Paulo diz que a manutenção da palha é outro fator que ajuda a viabilizar o plantio direto. Por isso, o CTBE e a Embrapa, já realizam diversas pesquisas em diferentes partes do Brasil, tentando verificar quais são os possíveis entraves tecnológicos para que essa tecnologia se torne disponível. Segundo o pesquisador, essas tecnologias atendem todo o Brasil. Mas no nordeste, devido às condições climáticas e topográficas menos favoráveis, há certa dificuldade no emprego de máquinas e soluções que, algumas vezes, são viáveis no Centro-Sul, mas não são viáveis no Nordeste.


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Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)

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