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17|08|2011 - 14h16Brasil já importou 400 milhões de litros de etanol

Presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), Miguel Rossetto
Presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), Miguel Rossetto.

Importações foram feitas pela maioria das grandes usinas. Fonte: Inovação Tecnológica

Brasil já importou 400 milhões de litros de etanol

O Brasil já importou este ano cerca de 400 milhões de litros de etanol para atender o consumo crescente do combustível e a escassez do produto no mercado interno.

A informação foi dada pelo presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), Miguel Rossetto. De acordo com ele, as importações foram feitas pela maioria das grandes usinas.

Exportador líquido

Rossetto disse ainda que a PBio também importou etanol para suprir o mercado interno: "Nós estamos importando também por meio da Guarani, da Nova Fronteira [empresas onde a subsidiária da Petrobras tem participação], e continuaremos a importar. Eu não sei precisar quanto, pois não tenho os dados aqui".

O presidente da PBio declarou que as importações de etanol, em função da tendência crescente do consumo, deverão ser ampliadas: "O Brasil deverá ampliar estas importações até o final da safra e até para preparar para a chegada da entressafra".

No entanto, na opinião de Rossetto, esta situação não mudará a condição de país exportador do produto: "É provável que o Brasil continue ainda sendo um exportador líquido de etanol".

Para o presidente da subsidiária da Petrobras, a estimativa é que o país exporte algo em torno de 2 bilhões de litros de etanol, e que tenha que importar para atender ao mercado menos de 1 bilhão de litros.

Ele justificou as importações não só para suprir a escassez do produto no mercado interno, como necessárias para atender a contratos de longo prazo, já definidos.

Bioquerosene

A Petrobras Biocombustível investirá US$ 600 milhões, do total de US$ 4,1 bilhões previstos para ser investido pela subsidiária até 2015, no segmento de biodiesel e de suprimento agrícola. Com isto, a empresa espera manter nos próximos anos a participação de cerca de 25% do mercado nacional.

Nos planos da estatal está a previsão de investir parte dos US$ 300 milhões, destinados à área de pesquisa, a fim de desenvolver tecnologia para a produção de biocombustíveis para a aviação, o bioquerosene, que a subsidiária espera colocar no mercado até o final de 2015.

Rossetto disse ainda que a PBio trabalha com a escolha entre duas rotas tecnológicas: uma via óleo vegetal e a outra a partir da sacarose (açúcar).

Etanol novo

Para o etanol, a PBio investirá US$ 2,5 bilhões, para chegar em 2015 produzindo 5,6 bilhões de litros de etanol, um crescimento de 273% em relação aos 1,5 bilhão litros que serão produzidos em 2011.

Contabilizado o valor de US$ 1,3 bilhão que será investido em logística do etanol para escoar a produção, a subsidiária vai destinar ao setor do etanol 79% do investimento previsto para os próximos cinco anos.

"A prioridade é o aumento da produção de etanol para atender ao mercado interno e dar ao consumidor brasileiro preço e produto de boa qualidade. A meta é chegar, com os sócios, a um volume de 5,6 bilhões de litros ao final de 2015, garantindo os 12% de participação no mercado nacional, assumindo, possivelmente, a liderança no mercado interno," afirmou.

Rossetto informou, ainda, que a PBio destinará 70% do total de investimento em etanol para a execução de novos projetos e 30% para aquisição total ou parcial de empreendimento já existentes.

"Cerca de 70% dos investimentos serão destinados à produção de 'etanol novo', com a construção de novas usinas, destilarias, renovação de canaviais e capacidade de moagem. A primeira unidade será inaugurada no dia 26, na cidade de Colinas, na região de Barretos [SP], e é parte da associação que a PBio tem com a Guarani, que envolve um total de sete usinas em funcionamento".

O presidente da subsidiária adiantou que a unidade terá capacidade de produção de 100 milhões de litros por ano. Do total de investimentos nos próximos cinco anos, US$ 300 milhões serão investidos em pesquisas.

Com informações da Agência Brasil


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