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15|08|2011 - 14h08Petrobras foca aportes em novos projetos

Crédito: Leo Pinheiro/ Valor.
Meta é elevar a produção de etanol para 5,6 bilhões em 2015, afirma Rosseto
Meta é elevar a produção de etanol para 5,6 bilhões em 2015, afirma Rosseto.

Objetivo é aumentar produção de etanol para mercado nacional nos próximos anos. Fonte: Valor Econômico

Os novos projetos de etanol vão dar o tom dos investimentos da Petrobras Biocombustível (PBio) no setor entre 2011 e 2015. Do total de US$ 4,1 bilhões que a companhia prevê aplicar no quinquênio, US$ 1,9 bilhão serão aportes em etanol - sendo que 70% desse valor vai para novos projetos.

O objetivo da subsidiária da Petrobras é elevar a produção de etanol de 1,5 bilhão de litros em 2011 para 5,6 bilhões de litros em 2015 e os novos projetos também responderão por 70% desse crescimento.

A primeira unidade nova será inaugurada no dia 26, na cidade paulista de Colinas, na região de Barretos, e fará parte da associação que a PBio tem com a Guarani, controlada pela Tereos e que tem sete usinas em operação. A unidade terá capacidade de produção de 100 milhões de litros por ano.

"Nossa prioridade são projetos 'greenfield', com etanol novo", afirmou o presidente da PBio, Miguel Rossetto, que detalhou os investimentos dentro do Plano de Negócios 2011-2015 da estatal.

O executivo rebateu a afirmação de que os investimentos em etanol não se alteraram, já que no Plano de Negócios 2010-2014 também havia US$ 1,9 bilhão dedicados ao biocombustível. Segundo ele, a empresa decidiu colocar mais US$ 600 milhões entre 2011 e 2015, uma vez que esse foi o montante gasto em 2010. Para o quinquênio 2011-2015, a PBio prevê ainda US$ 1,3 bilhão em investimentos na Lógum, empresa de logística de etanol na qual a estatal tem participação. Haverá ainda investimentos de US$ 600 milhões em biodiesel e de US$ 300 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

"A mensagem clara é aumentar a produção de etanol para o mercado nacional nos próximos anos", frisou Rossetto, lembrando que a Petrobras tem fatia de 5,3% no mercado brasileiro de etanol e pretende saltar para 12% em 2015.

Outra possibilidade de crescer em etanol no curto prazo é a usina Boa Vista, de Quirinópolis (GO), pertencente à Nova Fronteira, joint venture entre a PBio e o grupo São Martinho. Hoje a unidade tem capacidade de moer 2,2 milhões de toneladas de cana por ano para produzir 200 milhões de litros por safra. A expansão da unidade será definida até setembro.

Fora do Brasil, uma das possibilidades de investimento em etanol está em Moçambique, onde a PBio e Guarani têm uma usina de açúcar. Segundo Rossetto, o governo local já disciplinou o uso do biocombustível a partir de 2012. O produto é, de acordo com ele, uma oportunidade para um país africano, dependente dos derivados importados.

"Analisamos [produzir] etanol para abastecer o mercado de Moçambique", destacou Rossetto. O executivo disse ainda que a empresa deverá realizar novas importações de etanol até o fim do ano. Rossetto não informou quanto a companhia trouxe do exterior este ano, mas afirmou que as empresas do país importaram, juntas, cerca de 400 milhões de litros em 2011.

Apesar das importações, Rossetto frisou que o Brasil continuará sendo exportador líquido do biocombustível, com vendas externas que deverão atingir 2 bilhões de litros, baseados em contratos de longo prazo. Questionado sobre os resultados das iniciativas do governo federal e da Petrobras de criar um mercado forte para o etanol brasileiro no Japão, Rossetto admitiu que os resultados "são muito aquém das expectativas iniciais da empresa".


 


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