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16|03|2012 - 09h43Energisa aposta nas aquisições para crescer

As recentes aquisições do grupo Energisa vão contribuir para um crescimento de 70% da carteira da subsidiária Energisa Comercializadora (ECO) até 2015.

Valor Econômico, em 15/03/2012

As recentes aquisições do grupo Energisa vão contribuir para um crescimento de 70% da carteira da subsidiária Energisa Comercializadora (ECO) até 2015, em relação ao total comercializado no ano passado, de 715 gigawatts-hora (GWh). Para alcançar esse resultado, a companhia deverá acrescentar, em média, mais de 20 megawatts médios de energia comercializada em sua carteira por ano no período, um crescimento médio anual de cerca de 30%, calcula a diretora da ECO, Alessandra Amaral. No mesmo período, o percentual da energia comercializada proveniente da geração própria irá crescer dos atuais 28,6% para cerca de 71%.

O crescimento da empresa será viabilizado principalmente pela aquisição de 85% do capital social das duas termelétricas de biomassa de cana-de-açúcar da Tonon Bioenergia, empresa do setor sucroalcooleiro, anunciada em 22 de dezembro. A usinas estão localizadas em Bocaina (SP) e em Maracaju (MS). Além disso, a ECO conta com a entrada em operação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Zé Tunin, na bacia do rio Pomba, em Guarani, Minas Gerais, e de cinco parques eólicos, em João Câmara, no Rio Grande do Norte.

O acordo do grupo Energisa com a Tonon prevê a ampliação da capacidade instalada das duas unidades, que hoje somam 60 MW, e a instalação de novas usinas adicionando um total de 110 MW ao parque gerador da Energisa. Com a expansão, que deve entrar em operação comercial no primeiro semestre de 2014, a previsão é que a Tonon agregue até 74 MW/médios na carteira da ECO até 2015, o que representa cerca de 51,3% do portfólio de compra da ECO previsto para aquele ano.

A estratégia é comercializar energia para clientes especiais, que consomem de 500 kilowatts (KW) a 3 mil KW e só podem comprar o insumo no mercado livre quando optam por energias provenientes de fontes renováveis. "Esses consumidores [especiais] têm um desconto na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição [TUSD]", destaca Alessandra. Fora deste contexto, apenas consumidores acima de 3 mil KW podem entrar neste mercado.

"Atualmente, mais de 90% da energia vendida pela Energisa Comercializadora provém de fontes alternativas", disse Alessandra. Segundo a executiva, o potencial de crescimento deste segmento é enorme já que ele representa redução de custos para os clientes de até 20%.

A ECO ampliou o seu portfólio, em 2011, para 715,2 GWh, com crescimento de 58,8% em relação aos 450 GWh registrados em 2010. Com o desempenho, a receita bruta da companhia cresceu R$ 40 milhões, alcançando cerca de R$ 120 milhões, no período. De 2010 para 2011, o lucro líquido atingiu R$ 5,3 milhões, crescimento de 23%, em relação a 2010, de R$ 4,3 milhões. Considerando os contratos firmados até o momento, a ECO já constitui, em 2012, um portfólio de vendas de 45 clientes de longo prazo, totalizando 95 MW médios de energia comercializada. A companhia agregou 16 clientes em sua carteira no ano passado, incluindo empresas de grande porte como ArcelorMittal e Basf, além de aumentar o prazo médio dos contratos.


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