Assovale, em 01/02/2012
Polo de empresas fornecedoras de bens e de serviços de usinas fabricantes tradicionais, Sertãozinho se prepara para atender aos produtores de etanol celulósico, também chamado de biocombustível de 2ª geração.
Esse combustível, que está em fase de pesquisas, promete maior produção ante o etanol convencional por conta da tecnologia empregada.
A matéria-prima, que no modelo tradicional é o caldo da cana, no celulósico prevê também a utilização do bagaço e da palha.
Levantamento do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) revela ser possível ampliar a produção do biocombustível em até 50% sem aumentar a área plantada.
Embora não haja previsão de quando começará a produção industrial do celulósico, as empresas de Sertãozinho acompanham o processo de desenvolvimento da tecnologia.
Na quarta-feira (25), representantes do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br) e de empresas associadas participaram de encontro na sede do CTBE em Campinas.
Durante o evento foram apresentadas pesquisas na área de desenvolvimento de tecnologias para a produção do etanol de 2ª geração.
"Sabemos que existem muitas fases para serem avançadas, mas, caso o etanol celulósico comece a ser produzido, abrirá uma nova linha de produtos a serem fabricados, com características particulares, gerando assim mais trabalho e consequentemente mais empregos", diz Juan Haroldo Sosa, gestor da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Equipálcool, que compareceu ao evento.
500 EMPRESAS
Sertãozinho possui pouco mais de 500 empresas fornecedoras de bens e serviços para o setor sucroenergético.
Mas, segundo o secretário de Indústria e Comércio da Prefeitura de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini, ainda não é possível dizer quando as empresas da cidade deverão desenvolver peças e serviços para a nova produção de etanol.
"Elas estão atentas, mas o processo ainda está em desenvolvimento", diz ele, que também esteve no encontro na sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).
O encontro na sede do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, em Campinas, conduzido pelo Comitê de Inovação Tecnológica do Ceise Br, faz parte da cooperação tecnológica a ser firmada entre a instituição e o CTBE.
O objetivo é o de aproximar as indústrias dos processos desenvolvidos pela estrutura do CTBE.
Fonte: A Cidade de Ribeirão Preto / Brasil Agro