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08|02|2009 - 09h32Pesquisa aponta o mar como depósito do lixo de colheitas

Enterrar dejetos agrícolas sob oceanos pode ser uma eficiente forma de sequestro de carbono

Origem: New York Times

O enterro de dejetos de colheita pode ser mais eficiente em sequestrar carbono do que outros métodos. Uma das principais ideias para combater o aquecimento global é remover permanentemente parte do dióxido de carbono se formando na atmosfera. Aqui está um modo de fazer isso: afundar grande parte do lixo agrícola do mundo todo.

Plantas retiram CO2 do ar através da fotossíntese, incorporando o carbono em seu tecido. Então, desfazer-se de talos de milho, palha de trigo e outros resíduos de colheitas nas profundezas do oceano, onde o frio e a falta de oxigênio evitariam a decomposição, poderia efetivamente isolar o CO2 atmosférico numa escala de tempo milenar.

Em um mundo que celebra a alta tecnologia, a ideia soa simples demais para dar certo. No entanto, Stuart E. Strand, da Universidade de Washington, e Gregory Benford, da Universidade da Califórnia, em Irvine, concluíram que o armazenamento de resíduos agrícolas faria mais sentido que outras propostas de sequestro de carbono, incluindo o armazenamento de gás, o sequestro diretamente no solo, o plantio de mais florestas para consumir mais CO2 e a fertilização dos oceanos para estimular um maior crescimento de algas. Suas descobertas estão publicadas no periódico científico "Environmental Science and Technology".

Os pesquisadores calcularam que o enterro de resíduos agrícolas seria mais eficiente que outros métodos e poderia ser adotado mais cedo, em parte por permitir o uso de tecnologias e infraestruturas existentes. Os talos poderiam ser empacotados nos campos, transportados aos portos e carregados em barcos para serem jogados em águas profundas.

Os pesquisadores sugerem que qualquer impacto ambiental poderia ser minimizado concentrando-se o lixo em apenas uma região. Eles estimam que a agricultura em escala mundial produz tantos resíduos que, ao jogá-los no oceano, seria possível reduzir em 15% o acúmulo global anual de CO2.


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