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29|05|2009 - 17h41Energia de biomassa pode superar Itaipu até 2015

Usinas de cana geram hoje 1.800 megawatts de energia. Em 6 anos esse número deve chegar a 11.500 MW. Fonte: Portal Terra

A biomassa de cana-de-açúcar gera hoje 1.800 megawatts de energia (volume intermediário entre as hidrelétricas de Itumbiara, com 2.082 MW, e São Simão, com 1.710 MW, ambas no rio Paranaíba). Mas a previsão mais conservadora é de que até 2015 a cana possa se aproximar da maior hidrelétrica do mundo em geração (Itaipu), com 11.500 MW. Por ser uma energia renovável e mais limpa do as térmicas a carvão, óleo combustível e gás, a biomassa deverá também ser uma importante fonte de reduções certificadas de emissões (RCEs) de gases de efeito estufa, que causam as mudanças climáticas. RCEs são certificados emitidos no âmbito do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) do acordo contra o aquecimento global, o Protocolo de Kyoto.

De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a capacidade instalada das atividades de projeto do MDL já aprovadas na área energética mostra que a cogeração de biomassa lidera, com 1111,48 MW, seguida das hidrelétricas, com 1102,2 MW e das pequenas centrais hidrelétricas, com 647,86 MW. O objetivo é evitar a emissão de dióxido de carbono e do seu equivalente em outros gases de efeito estufa (CO2e). Cada tonelada de CO2e que o MDL deixa de emitir corresponde a um crédito de carbono, vendido para países que têm metas obrigatórias de redução de emissões de acordo com Kyoto. Hoje, a tonelada está em torno de 11,5 euros.

Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, será realizado em Ribeirão Preto (SP) um seminário para discutir o futuro da cultura da cana na geração de energia no País. Devem participar autoridades, empresários, especialistas nas diversas áreas do agronegócio. Na safra 2007/2008, o Brasil produziu 22,5 bilhões de etanol. Para a safra 2015/16, a estimativa é de uma produção em torno de 46,9 bilhões. A produção de bioeletricidade deve saltar, no período de 1.800 MW para 11.500 MW, havendo previsões mais otimistas que falam em 20 mil MW.

De acordo com os organizadores do encontro, estudos da Embrapa e pela Universidade de Campinas sobre os efeitos das mudanças climáticas nas principais culturas do País mostram que uma nova fronteira agrícola se abre na região Sul para a produção de cana-de-açúcar: são 182 municípios do Rio Grande do Sul, que foram incluídos no zoneamento agrícola da cana. O Estado importa 1 bilhão de litros/ano de etanol e a Braskem começa a produzir plástico verde usando etanol como matéria-prima, com previsão de um consumo de 600 milhões de litros/ano de etanol.


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