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29|05|2009 - 18h01EEL/USP desenvolve bioetanol a partir de resíduos industriais

Bagaço de cana, fibra de bananeira e até casca de café ou arroz podem ser convertidos em combustível
Bagaço de cana, fibra de bananeira e até casca de café ou arroz podem ser convertidos em combustível.

É no laboratório da Escola de Engenharia da USP que é desenvolvida uma das principais pesquisas que podem ajudar o Brasil

Fonte: VNews

Pesquisadores da USP de Lorena estão desenvolvendo um novo tipo de etanol a partir de resíduos da agricultura e da indústria. Nas mãos dos alunos e professores, produtos como o bagaço de cana e a fibra de bananeira se transformam em combustível. A iniciativa, que deve baratear o álcool no futuro, tem despertado o interesse de outros países.

É no laboratório da Escola de Engenharia de Lorena que é desenvolvida uma das principais pesquisas que podem ajudar o Brasil a se tornar uma referência mundial na produção do "bio-etanol" - combustível produzido a partir de resíduos da agricultura e indústria.

Quanto mais matéria-prima eles exploram, mais etanol conseguem obter. Da cana-de-açúcar, por exemplo, além do bagaço, a palha também passa por processos químicos até formar o combustível.

A mesma tecnologia é utilizada em outros resíduos agrícolas, como a fibra de bananeira, a casca do café e a do arroz, além de restos de florestas de eucalipto da região. E no fim do processo, o que seria descartado, se transforma em álcool. “O etanol nosso atende nosso mercado interno, mas para uma abertura internacional, é preciso ampliar a escala e a tecnologia existente”, explicou George Jackson de Moraes, pesquisador da USP Lorena.

A tecnologia desenvolvida há 30 anos tem sido utilizada até para transformar resíduos agrícolas de outros países. O agave, por exemplo, é a principal matéria-prima para fazer a tequila, no México, e agora também está sendo pesquisada na cidade. Novidade que levou estudantes mexicanas para um intercâmbio em Lorena.

Norma Vargas diz que está estudando muito e quer levar para o aprendizado para o país de origem. “Muito enriquecedor para mim, como pessoa e profissionalmente falando também”, disse a estudante. Nádia Perez também acredita que a troca de informações é importante para unir países em projetos que beneficiem principalmente o meio ambiente.

A expectativa dos alunos de Lorena é que em breve esses estudos virem realidade no dia-a-dia dos brasileiros. Eles acreditam que em 2 ou 3 anos, no máximo, o "bio-etanol" já esteja nos postos de combustíveis. “Em termos de combustível é a mesma coisa, a origem é que é diferente. O que nós esperamos é que a cadeia aumente, o preço diminua e o meio ambiente ganhe, principalmente”, disse

E quem ganha também são os alunos, principalmente aqueles que estão começando, como o estudante Allan Mirada. Mesmo ainda cursando o colégio técnico, ele já faz parte do grupo e diz que quer chegar ao doutorado na área. “A tendência é crescer mais, o Brasil crescer mais nisso, vamos ver se eu consigo acompanhar tudo isso”, contou.

Além da produção de combustível, os pesquisadores estudam como obter, a partir desses resíduos, aditivos para a indústria farmacêutica e produtos de limpeza.


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