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05|06|2009 - 17h02Plástico de etanol ganha força

Crédito: Luiz Paulo Juttel.

Sustentabilidade ambiental é o principal argumento das indústrias que aderem a esta tendência.

Fonte: Portal Procana

Reciclável ou biodegradável. A produção sustentável do plástico (polietileno) ganha força nos planos de mercado de indústrias brasileiras e multinacionais, que se rendem cada vez mais aos apelos ambientais. Plástico verde, feito a partir do biocombustível de cana-de-açúcar, é considerado a nova fronteira do etanol. O tema foi abordado nesta terça-feira (2), durante o Ethanol Summit 2009, que termina hoje, em São Paulo, SP. 

O painel contou com a participação do presidente da Braskem, Bernardo Gradin, do diretor comercial de plásticos da DOW Rohm and Hass, Diego Donoso, e do diretor da PHB Industrial, Sylvio Ortega Filho. O moderador foi o diretor do CTBE, Marco Aurélio Pinheiro Lima.

De acordo com Gradin, para cada quilo de plástico renovável produzido, 2,5 quilos de CO2 deixam de ser emitidos na atmosfera, considerando toda a cadeia de produção, desde a plantação da cana até a fabricação do polietileno verde. Outra grande vantagem é que o produto pode ser reciclado", diz.

A Braskem está construindo, no Rio Grande do Sul, a primeira unidade industrial do mundo a utilizar etanol de cana-de-açúcar para a produção em escala comercial de eteno e polietileno de origem 100% renovável. O investimento total será de aproximadamente R$ 500 milhões.

A unidade terá capacidade para produzir 200 mil toneladas por ano de eteno que serão transformadas em volume equivalente de polietileno em unidades industriais já existentes no próprio Polo de Triunfo. A partida da nova planta está prevista para o quarto trimestre de 2010 e o início da operação comercial, para o começo de 2011.

A Dow Rohm and Hass, líder mundial na produção de polietileno verde, está investindo na fabricação de plásticos mais flexíveis, produzindo embalagens maleáveis, como pacotes de fraldas e xampus. De acordo com Diego Donoso, além de ser 100% reciclável, o plástico feito de etanol também pode ser convertido em diesel. “Existe um imenso potencial energético nos lixões das grandes cidades”, observa.

A evolução tecnológica vem possibilita transformar açúcar em polihidroxibutirato (PHB), um plástico reciclável e também biodegradável. A aposta é da PHB Industrial, empresa especializada na produção e transformação de biomassa em produtos para a indústria química, ligada à usina da Pedra, em Serrana, no interior paulista.

O PHB é usado, por exemplo, para fabricação de tampa da garrafa “pet” injetada. Já existe também polímero biodegradável para fazer garrafa. Outra técnica é a termoformagem, para fazer embalagens de alimentação, além da extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística (espelho retrovisor, painéis de carros etc.).

A empresa já tem planos de expansão. Terá a capacidade de produção anual aumentada das atuais 50 toneladas para 36 mil toneladas nos próximos dois anos. Segundo Sylvio Ortega, da produção total, apenas 5% ficará no mercado interno e o restante será exportado para Europa, Estados Unidos e alguns países da Ásia, como o Japão.

“Tem um ponto crucial que é diferente dos demais. Nossa matéria-prima é o açúcar, não álcool ou etanol. É um processo de biotecnologia. Transformamos o açúcar e fazemos o PHD”, diz Ortega. “Temos produto biodegradável, compostável e certificado por certificadores europeus acreditados”.


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Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)

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