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08|02|2009 - 17h32Time da pesquisa de etanol de 2ª geração ganha reforço

Crédito: Luiz Paulo Juttel.
Marco Aurelio Pinheiro Lima, diretor do CTBE
Marco Aurelio Pinheiro Lima, diretor do CTBE.

Novo centro de pesquisa do MCT espera contribuir para a manutenção da liderança brasileira no ciclo cana-de-açúcar

Origem: Jornal Cana

Toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar acaba de ganhar mais uma estrutura de laboratórios e pesquisadores com o objetivo de suprir a demanda por novas tecnologias e dar conta dos imensos desafios que aguardam o país na busca por fontes renováveis de energia. Trata-se do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que iniciou suas atividades no segundo semestre de 2008 e cuja missão é contribuir para assegurar a liderança brasileira na produção sustentável de etanol da cana através de pesquisas, desenvolvimento e inovação.

Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a proposta do Centro é estudar o ciclo cana/etanol com foco no desenvolvimento de uma tecnologia comercialmente viável de produção do etanol de segunda geração, por meio da hidrólise do bagaço; na implantação de mecanização de baixo impacto, que preserve o solo e reduza os custos de plantio e colheita; e na elaboração de modelos sustentáveis de produção desse biocombustível.

A instituição, pensada a partir de um estudo coordenado em 2005 pelo pesquisador Rogério Cerqueira Leite, que visava descobrir o que era preciso para que o Brasil substituísse 10% da gasolina utilizada no mundo por etanol até 2025, nasce com a missão de ajudar o país a superar os entraves tecnológicos, como o aproveitamento do bagaço e da palha, a conservação do solo e as perdas na colheita, além de contribuir, por meio de parcerias com universidades e setor industrial, para a formação de mão-de-obra qualificada.

Para o diretor do CTBE, professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, o país não tem conseguido formar recursos humanos com a quantidade e competência que a indústria da cana requer. “Uma das funções da instituição é justamente fazer a ponte entre as empresas do setor e a academia”, assegura.

Com essa finalidade, o Centro se dedicará à pesquisa básica e deverá aprofundar o conhecimento científico do ciclo cana/etanol. “É até estranho que se pesquise tão pouco uma atividade tão estratégica para o país, que faz parte da nossa história desde o início”, afirma Pinheiro Lima.

Um dos diferenciais do Centro é construir um moderno laboratório e uma planta piloto para o desenvolvimento de processos que possibilitem a execução de experimentos com o etanol de segunda geração em escala semi-industrial. “Nós poderemos oferecer uma escala intermediária de produção para instituições de pesquisa e empresas, que fique entre o laboratório e a indústria, permitindo inclusive a proteção de segredos de processos industriais”, garante o diretor.

As instalações do CTBE serão construídas dentro do campus que abriga o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, em Campinas (SP). Sua estrutura física deverá estar pronta em agosto de 2009 e terá 5.750 metros quadrados, com capacidade para abrigar cerca de 80 pesquisadores permanentes, mais 80 associados, além de 90 técnicos e funcionários administrativos.


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Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)

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